Nada se passou.
É a conclusão a que chego.
Dou de barato a expulsão de Quaresma, que me pareceu justa. Só não entendendo o pequeno pormenor de o assistente, que a viu tão bem, não ter visto 1 ou 2 segundos antes Tixier a agarrar a camisola de Quaresma. Pequeno pormenor? Certíssimo. Junto com todos os outros? Dá que pensar. Resultado: vermelho e falta para a União.
Postiga foi pontapeado na coxa por Marcos António. Não há mais jogadores à volta que impeçam que o árbitro principal e o olho de lince do assistente que acompanha o ataque do Porto o veja. Não há que julgar a intenção (ou falta dela) de Marcos António. Há a julgar o seguinte: Postiga está em rotação (em movimento) quando é tocado pelo defesa da União. Mais ou menos intensidade? Com maior ou menor intensidade, há toque e Postiga deixa de disputar a bola. Penalti e cartão amarelo.
Lisandro recebe a bola de Postiga, faz a rotação e remata de pé esquerdo e a bola, que ia redondinha para a baliza, não chega ao seu trajecto final devido ao braço do defesa leiriense Renato. Penalti e cartão vermelho.
Com a ideia de que podiam estar a ganhar confortavelmente, quem sabe até em superioridade numérica, Quaresma tem um acto irreflectido, fazendo um movimento brusco que leva o seu antebraço a bater na cara de Tixier. Cartão vermelho. Fazendo as contas: Tixier, 2 - Quaresma, 0. E são já meia dúzia - se não me engano - o número de jogos que Quaresma não fará esta época à custa de Tixier.
Falta inexistente assinada pelo lince Lacroix. Golo do Leiria. Curiosamente, um golo tirado a papel químico do que a União marcou ao Benfica para a Taça. Não pode ser, Prof. Jesualdo. Não pode ser, Pepe.
Fora de jogo inexistente assinalado a Postiga, que seguia o trajecto da bola já só com Fernando pela frente. Apesar da razão de fundo, cartão amarelo obviamente bem mostrado a Postiga.
Entrada de pitons à canela de Pepe que, também ele entra de forma impetuosa ao lance, sendo-lhe marcada falta. Cartão amarelo, o 5.º, e Pepe está de fora do jogo contra o Estrela.
O resto são... pormenores, que não entram em linha de conta para os "tribunais de árbitros": o assinalar de faltas constante ao meio campo do Porto, a permissão do anti-jogo faltoso e de perda de tempo ao Leiria.
Contudo, não se passou nada, exceptuando o excesso de Jesualdo no fim do jogo, que perde toda a razão por ter dito que a expulsão de Quaresma não o devia ter sido. Vendo os resumos televisivos, lendo os jornais... derrota justa do Porto.
O Leiria teve uma oportunidade de golo e marcou-a. Mesmo em superioridade numérica, pouco ou nada jogou. O Porto fez uma excelente primeira parte, com bolas nos postes, ataque constante, boas combinações de ataque, penaltis por assinalar, mas perde justamente. Nada justifica, contudo, a falta de garra da 2.ª parte, muito má, mesmo com 10.
Nada resume melhor o que (não) se passou em Leiria como as primeiras páginas dos desportivos do fim de semana: "Benfica mais perto", "Campeonato relançado", entre outros...
Não me esqueço que esta brincadeira tinha já sido tentada no jogo da Choupana. Quando vi o Porto a ganhar esse jogo, acreditei, acima de qualquer dúvida, que o campeonato se tinha decidido. Também nesse jogo tinham existido penaltis por marcar, amarelos a rodos para uns e nada para outros... Mas nesse jogo, com uma vontade férrea, com muita crença e pouca arte, o Porto venceu. Bem.
No final do jogo, repetiu-se até ao vómito - e ao ridículo - o lance do segundo golo tardio de Lucho González:
- primeiro, porque pela sinaléctica do jogador que disputou a bola, o lançamento era pertença do Nacional (quando ele se limita a dar instruções de marcação aos seus companheiros);
- depois, porque Quaresma teria dominado a bola com o braço - o que nenhuma das imagens mostrou, porque assim não aconteceu.
Se pudessem fazer um grande plano da bota direita de Lucho González, que disparou o tiro indefensável, tê-lo-iam feito para ver se os atacadores estavam desapertados, se tinha sangue nas meias, enfim... se a bota estava em condições legais!
Fiquei convencido que o Porto ganharia o campeonato, disse.
Agora, acredito menos. E com a quantidade de jogos fora de casa com Uniões e Nacionais (com todo o respeito que me merecem) que o Porto vai ter, quero ver como vai ser... Temo. O Record - esse jornal pró-Porto (!)- fez a contabilidade de 11 penaltis não assinalados a favor do Porto este ano. Em 16 jornadas!
Até há uma semana, o Porto era, indiscutivelmente, a melhor equipa em Portugal, que melhor futebol jogava, com os melhores jogadores, líder incontestável do campeonato, sendo a vantagem pontual que tinha para Sporting e Benfica justíssima.
Uma semana depois, não é assim tão boa, o Benfica está melhor, o campeonato está equilibrado, há luta pelo título...
Razão tinha Pimenta Machado: "No futebol, o que hoje é verdade...".
Quanto ao Benfica, diga-se que marcou na 1.ª parte enquanto via o Belenenses jogar; quando o Belenenses deixou de jogar, na 2.ª parte, sofreu um golo, não marcou nenhum e acabou o jogo em sobressaltos. O melhor jogador em campo foi, de longe, Luisão - o que espelha o que o Benfica é hoje: um equipa que defende de forma excelente e ataca não tão bem, valendo-se, neste jogo, de uma saudável eficácia.O resto do jogo tem pouco para contar.
O Boavista e o Sporting empataram, num resultado ajustado ao que se passou.
Aves e Beira-Mar repartiram o mal do jogo e podem muito bem repartir os males do campeonato, quando se fizerem as derradeiras contas; a Académica afundou-se, dando, ao mesmo tempo, a mão ao esfomeado Setúbal; o Paços continua invicto em casa e o Braga parece totalmente perdido; Nacional e Marítimo ofereceram o melhor jogo que pude ver este fim de semana em Portugal, com vitória dos da Choupana.
É a conclusão a que chego.
Dou de barato a expulsão de Quaresma, que me pareceu justa. Só não entendendo o pequeno pormenor de o assistente, que a viu tão bem, não ter visto 1 ou 2 segundos antes Tixier a agarrar a camisola de Quaresma. Pequeno pormenor? Certíssimo. Junto com todos os outros? Dá que pensar. Resultado: vermelho e falta para a União.
Postiga foi pontapeado na coxa por Marcos António. Não há mais jogadores à volta que impeçam que o árbitro principal e o olho de lince do assistente que acompanha o ataque do Porto o veja. Não há que julgar a intenção (ou falta dela) de Marcos António. Há a julgar o seguinte: Postiga está em rotação (em movimento) quando é tocado pelo defesa da União. Mais ou menos intensidade? Com maior ou menor intensidade, há toque e Postiga deixa de disputar a bola. Penalti e cartão amarelo.
Lisandro recebe a bola de Postiga, faz a rotação e remata de pé esquerdo e a bola, que ia redondinha para a baliza, não chega ao seu trajecto final devido ao braço do defesa leiriense Renato. Penalti e cartão vermelho.
Com a ideia de que podiam estar a ganhar confortavelmente, quem sabe até em superioridade numérica, Quaresma tem um acto irreflectido, fazendo um movimento brusco que leva o seu antebraço a bater na cara de Tixier. Cartão vermelho. Fazendo as contas: Tixier, 2 - Quaresma, 0. E são já meia dúzia - se não me engano - o número de jogos que Quaresma não fará esta época à custa de Tixier.
Falta inexistente assinada pelo lince Lacroix. Golo do Leiria. Curiosamente, um golo tirado a papel químico do que a União marcou ao Benfica para a Taça. Não pode ser, Prof. Jesualdo. Não pode ser, Pepe.
Fora de jogo inexistente assinalado a Postiga, que seguia o trajecto da bola já só com Fernando pela frente. Apesar da razão de fundo, cartão amarelo obviamente bem mostrado a Postiga.
Entrada de pitons à canela de Pepe que, também ele entra de forma impetuosa ao lance, sendo-lhe marcada falta. Cartão amarelo, o 5.º, e Pepe está de fora do jogo contra o Estrela.
O resto são... pormenores, que não entram em linha de conta para os "tribunais de árbitros": o assinalar de faltas constante ao meio campo do Porto, a permissão do anti-jogo faltoso e de perda de tempo ao Leiria.
Contudo, não se passou nada, exceptuando o excesso de Jesualdo no fim do jogo, que perde toda a razão por ter dito que a expulsão de Quaresma não o devia ter sido. Vendo os resumos televisivos, lendo os jornais... derrota justa do Porto.
O Leiria teve uma oportunidade de golo e marcou-a. Mesmo em superioridade numérica, pouco ou nada jogou. O Porto fez uma excelente primeira parte, com bolas nos postes, ataque constante, boas combinações de ataque, penaltis por assinalar, mas perde justamente. Nada justifica, contudo, a falta de garra da 2.ª parte, muito má, mesmo com 10.
Nada resume melhor o que (não) se passou em Leiria como as primeiras páginas dos desportivos do fim de semana: "Benfica mais perto", "Campeonato relançado", entre outros...
Não me esqueço que esta brincadeira tinha já sido tentada no jogo da Choupana. Quando vi o Porto a ganhar esse jogo, acreditei, acima de qualquer dúvida, que o campeonato se tinha decidido. Também nesse jogo tinham existido penaltis por marcar, amarelos a rodos para uns e nada para outros... Mas nesse jogo, com uma vontade férrea, com muita crença e pouca arte, o Porto venceu. Bem.
No final do jogo, repetiu-se até ao vómito - e ao ridículo - o lance do segundo golo tardio de Lucho González:
- primeiro, porque pela sinaléctica do jogador que disputou a bola, o lançamento era pertença do Nacional (quando ele se limita a dar instruções de marcação aos seus companheiros);
- depois, porque Quaresma teria dominado a bola com o braço - o que nenhuma das imagens mostrou, porque assim não aconteceu.
Se pudessem fazer um grande plano da bota direita de Lucho González, que disparou o tiro indefensável, tê-lo-iam feito para ver se os atacadores estavam desapertados, se tinha sangue nas meias, enfim... se a bota estava em condições legais!
Fiquei convencido que o Porto ganharia o campeonato, disse.
Agora, acredito menos. E com a quantidade de jogos fora de casa com Uniões e Nacionais (com todo o respeito que me merecem) que o Porto vai ter, quero ver como vai ser... Temo. O Record - esse jornal pró-Porto (!)- fez a contabilidade de 11 penaltis não assinalados a favor do Porto este ano. Em 16 jornadas!
Até há uma semana, o Porto era, indiscutivelmente, a melhor equipa em Portugal, que melhor futebol jogava, com os melhores jogadores, líder incontestável do campeonato, sendo a vantagem pontual que tinha para Sporting e Benfica justíssima.
Uma semana depois, não é assim tão boa, o Benfica está melhor, o campeonato está equilibrado, há luta pelo título...
Razão tinha Pimenta Machado: "No futebol, o que hoje é verdade...".
Quanto ao Benfica, diga-se que marcou na 1.ª parte enquanto via o Belenenses jogar; quando o Belenenses deixou de jogar, na 2.ª parte, sofreu um golo, não marcou nenhum e acabou o jogo em sobressaltos. O melhor jogador em campo foi, de longe, Luisão - o que espelha o que o Benfica é hoje: um equipa que defende de forma excelente e ataca não tão bem, valendo-se, neste jogo, de uma saudável eficácia.O resto do jogo tem pouco para contar.
O Boavista e o Sporting empataram, num resultado ajustado ao que se passou.
Aves e Beira-Mar repartiram o mal do jogo e podem muito bem repartir os males do campeonato, quando se fizerem as derradeiras contas; a Académica afundou-se, dando, ao mesmo tempo, a mão ao esfomeado Setúbal; o Paços continua invicto em casa e o Braga parece totalmente perdido; Nacional e Marítimo ofereceram o melhor jogo que pude ver este fim de semana em Portugal, com vitória dos da Choupana.
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