9.2.07

Liga a 16

Os senhores "ditos" entendidos na matéria acharam por bem reduzir os quadros competitivos das ligas profissionais para 16 clubes, com o intuito de lhes dar maor competitividade, mas na realidade o que acontece é que o campeonato este ano se mostra mais desiquilibrado, com menos surpresas, com cada vez mais equipas a jogar para os pontos e menos para o espectáculo, uma vez que é mais dificil recuperar os pontos perdidos, menos receitas para os clubes e as mesmas despesas.
Com tudo isto, cada vez mais teremos clubes com dificuldades em pagar os seus compromissos e cada vez menos terão dinheiro para competir com os clubes de outras ligas pelos melhores jogadores, como se vê pelo mais recente exemplo de clubes romenos que ninguém antes ouvira falar, a virem buscar jogadores a clubes de média dimensão em Portugal, quando o que acontecia até aqui era precisamente o contrário.
Ainda para mais, como acontece nesta altura, temos mais eliminatórias da taça de Portugal a serem realizadas ao fim de semana, o que para os clubes que tenham o azar de serem eliminados logo na primeira eliminatória em que participam, lhes "dá" um mês de competição apenas com um jogo de qinze em quinze dias, depois de um período de três semanas de férias de natal... Não à ritmo competitivo que aguente...
Urge mudar as regras das competições profissionais em Portugal, aumentando-se o n.º de jogos e consequentemente as receitas dos clubes, pois este modelo em vigor, já se viu que não é a solução e como diria o outro, antes pelo contrário...
Pode ser que a Taça da Liga venha de certa forma aliviar os prejuizos causados com a diminuição de clubes nas competições profissionais, mas para isso terá de ser aliciante tanto competitiva como financeiramente para os clubes, para que estes se empenhem todos na sua conquista e não a utilizem apenas para dar competição a jogadores menos utilizados.

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